segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Brasil brilha no Parapan


“Cumprimos a nossa missão em Guadalajara.” Assim o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, definiu a participação brasileira na quarta edição dos Jogos Parapan-Americanos. “Essa é a primeira vez que o Brasil vence uma competição multidesportiva fora do país. Isso é uma satisfação imensa. Das 13 modalidades, medalhamos em 12 e ganhamos ouros em nove delas”, destacou.

Com 81 medalhas de ouro, 61 de prata e 55 de bronze, o país repetiu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas conquistado no Rio de Janeiro, há quatro anos.

Segundo o presidente do CPB, o país trouxe uma delegação menor para o México e estrategicamente algumas provas não foram abertas. “Mesmo assim, nossos resultados foram melhores do que a última edição do Parapan. O Movimento Paraolímpico Brasileiro está ainda mais forte do que em 2007", avaliou Parsons, ressaltando os recordes batidos por brasileiros em Guadalajara.

“No masculino foram nove quebras de recordes americanos, 37 parapan-americanos e dois mundiais. No feminino foram três recordes americanos e 17 parapan-americanos. Um total de 68 recordes, contra 51 conquistados por brasileiros no Rio em 2007.”
Além das medalhas, o Brasil ampliou o número de vagas nas próximas Paraolimpíadas. “Chegamos a 104 vagas garantidas pelo IPC (International Paralympic Committee) para Londres 2012. Após o Rio 2007, tínhamos 80. Hoje, temos 17 modalidades asseguradas”, afirmou o presidente do CPB.
Segundo Parsons, “todos os jovens conquistaram a vaga por índice técnico e garantiram a medalha, o que prova que o trabalho vem sendo bem feito. Nós já temos mais qualificados que em Atenas (foram 98), isso sem contar a natação. Temos dez em atletismo e esperamos levar 20 atletas da natação. Rugby em cadeira de rodas, modalidade nova, que tem três anos, não irá a Londres, mas ainda brigamos para levar a esgrima e o tiro com arco.”

Andrew Parsons aproveitou o balanço da participação no México para traçar os novos desafios. “Em Pequim tivemos a quarta maior (delegação) dos jogos, com 188 atletas. Talvez em Londres ela seja menor, mas mais qualificada”, projetou.
Em Guadalajara, quatro modalidades carimbaram a passagem rumo ao maior evento do paradesporto mundial: basquete em cadeira de rodas (feminino), goalball (masculino e feminino), tênis de mesa (10 vagas individuais) e vôlei sentado. O futebol de 5 já chegou ao México classificado.
“Depois que fizemos o planejamento estratégico das 20 modalidades de Londres, e agora com canoagem e triatlon para 2016 (no Rio), pensamos em quatro objetivos: o primeiro lugar no Parapan aqui de Guadalajara (conquistado), o sétimo em Londres; o primeiro em Toronto (Parapan, em 2015) e o quinto no Rio, em 2016. Trabalhamos focados em resultados e renovação”, detalhou o presidente.

Edilson Tubiba, diretor técnico do CPB e chefe de missão da delegação brasileira no México, informou que a aclimatação visando aos jogos de 2012 será feita em Manchester por atletas de 17 modalidades. “Menos o hipismo (que será na França) e a vela. Será a primeira vez que uma delegação inteira vai estar junta. Pensamos em tudo para Londres 2012. Desde a alimentação, já que teremos cozinha própria, à assinatura de TV brasileira. Os atletas ficarão bem à vontade em Londres”, previu Tubiba.

Segundo Andrew Parsons, a operação em Guadalajara custou em torno de três a quatro milhões de reais. “Para Londres, pela lei Agnelo-Piva, o fundo deve ser em torno de seis a oito milhões de reais”, antecipou. (Fonte: CPB)

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