sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Mobility & Show 2018



Mais de 1.000 vagas de empregos para PCDs estarão à disposição na Mobility & Show 2018, no Campo de Marte, nos dias 21 a 23 de setembro

Várias empresas de diferentes segmentos de atuação oferecerão mais de 1.000 vagas para PCDs (pessoas com deficiência) na MOBILITY & SHOW 2018 – Exposição de Automóveis, Veículos e Adaptações, Equipamentos e Serviços para Pessoas com Deficiência e Familiares, Idosos e Pessoas com Mobilidade Reduzida e Sequelas Motoras, entre os dias 21 e 23 de setembro, no Campo de Marte (São Paulo, SP). Essas vagas objetivam atender à lei de cotas.

São mais de 13 milhões de pessoas em busca de emprego no Brasil, segundo dados recentes do IBGE. Em meio ao processo político-eleitoral e o país em busca de recuperação econômica, a Mobility & Show oferece uma chance real para pessoas com deficiência conseguirem colocação no mercado de trabalho. Empresas e sites de empregos estarão no evento para arrecadar currículos e disponibilizar vagas para várias atividades através da lei de cotas.

A Mobility & Show também oferecerá muitas outras novidades para as pessoas com deficiência, incluindo simulador 5D, óculos que leem textos para pessoas com deficiência visuais ou baixa visão e reconhecem até rostos e isenção de impostos para compra de carros 0Km. O evento oferece estacionamento, entrada e atendimento totalmente gratuitos aos visitantes.

Mais informações: WWW.MOBILITYSHOW.COM.BR

Serviço:
MOBILITY & SHOW 2018
Data: 21, 22 e 23 de setembro - Horário: 10h às 18h
Local: Campo de Marte (Av. Santos Dumont, 2.241 - Santana, São Paulo/SP)

ENTRADA, ESTACIONAMENTO E INFORMAÇÕES GRATUITAS
INFORMAÇÕES: 0800-772-6612


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

ARTIGO - Aborto e morte ‘legalizada’ da pessoa com deficiência


Hoje, em meio as discussões acerca do tema: DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO, um misto de sentimentos me envolveu e muitas questões me surgiram à mente. Primeiramente, não tenho dúvidas de que o que as mulheres mais necessitam são de políticas públicas que lhes ofereçam igualdade de oportunidades e respeito às suas diferenças e aos direitos vigentes. Nesse contexto, inclui-se a liberdade aos direitos sexuais e reprodutivos, com a eliminação dos preconceitos.

É importante ressaltar que embora existam muitas leis protetivas, elas, infelizmente, nem sempre se tornam realidade no mundo dos fatos.

Constantemente deparamos com situações brutais e cruéis onde o feminicídio é mais comum do que se possa imaginar.  Fora isso, muitas mulheres são agredidas em todos as searas – física, psicológica, moral, patrimonial e sexual – diariamente. O pior de tudo isso é que o ofensor nem sempre é punido da forma como deveria. Essa situação ocasiona uma grande insegurança e, consequentemente, o medo de denunciá-lo se sobressai a dor – mistura de medo - em que se encontra inserida, levando a criar um círculo vicioso onde o silêncio prevalece até o esgotamento das suas energias ou da ocorrência de uma tragédia anunciada. 

Somado a isso, não podemos deixar de mencionar em muitas ocasiões que a dependência econômica da mulher e dos filhos é imensa e nossa sociedade não possui estrutura para atendê-la da forma como deveria e acolhê-la em face de sua fragilidade.
Por outro lado, tenho como ilação necessária que não há hierarquia entre as vidas. Tanto a mulher quanto a criança o Estado tem o dever de proteger e amparar, sendo a vida direito fundamental previsto na Constituição Federal e não passível de violação. Logo, o feto/a criança, ao meu sentir, não é extensão do corpo da mulher. 

Dessa forma, salvo exceções já previstas em lei, sua vida deve ser assegurada em todos os aspectos desde a concepção.  Não podemos escorar sob liames legais e aceitar a morte silenciosa de um inocente. 

Por esses fundamentos, sou contrária a DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO. Mais que isso, temo muito pelos precedentes que possam surgir como o modelo da "raça perfeita", onde crianças que venham a nascer com deficiência sejam condenadas à morte. A facilidade na realização do aborto pode abrir precedentes terríveis.

Utopia, não. Realidade que ocorre, inclusive no Brasil onde existem algumas tribos indígenas – graças a Deus são exceções - que sacrificam crianças que nascem com deficiência, sob o manto desse ato estar de acordo com as questões culturais e não ser passível de criminalização (existem discussões a respeito).

Embora não seja a ideia central do nosso tema não podemos fechar os olhos e deixar de discuti-lo. Tenho como imprescindível  que é inadmissível  que os operadores do direito, por receio de intervir, quer seja por desconhecimento desse assunto específico, quer seja por interpretar equivocadamente o direito fundamental à cultura, outorgada aos índios, não assegurem a vida às crianças indígenas que nasçam com deficiência.

Em remate de raciocínio, a cultura não pode ser preservada acima da vida dessas crianças. PRECISAMOS AVANÇAR NOS DIREITOS E NÃO LEGALIZAR A MORTE.

Clamamos por proteção às nossas mulheres na integralidade. Para tanto, não podemos desproteger a criança que está por vir.


Alessandra Trigo é servidora pública federal, foi vereadora em São José do Rio Preto, é palestrante e ativista pelos direitos das pessoas com deficiência.
 

Cadeirantes ganham mais um benefício no Brasil


Foi publicado no dia 17 de agosto, decreto que garante mais um direito às pessoas com deficiência que utilizam transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. Segundo o documento, pessoas que usem cadeira de rodas ou qualquer outro equipamento de tecnologia assistiva poderão se deslocar sem a preocupação com o limite de peso ou a dimensão dos objetos guardados nos bagageiros ou porta-embrulhos, desde que estes tenham relação direta com a mobilidade dos usuários.

A medida cria novo parágrafo no art. 70 do decreto n° 2.521/98 para excetuar dos limites estabelecidos e das cobranças adicionais as cadeiras de rodas e outros equipamentos de tecnologia assistiva, como bengalas, andadores e muletas.

“O decreto demonstra a preocupação do governo federal com políticas públicas que garantam acessibilidade, promoção da igualdade e acesso a direitos. A partir da publicação, os equipamentos necessários às pessoas com deficiência não serão contados como bagagem comum, podendo ser deixados em bagageiros ou guarda-volumes, independente da dimensão e sem o pagamento de tarifas extras”, disse o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha.

O Ministério dos Direitos Humanos (MDH) possui em sua estrutura a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), responsável por articular e implementar ações voltadas às pessoas com deficiência.

"As ajudas técnicas - cadeira de rodas, muletas, bengalas - são parte integrante do corpo da pessoa com deficiência. Então, eles devem ser tratados dessa forma. O cidadão tem que viajar sempre acompanhado daquilo que garante sua mobilidade, autonomia e independência, sem nenhum ônus”, ressaltou o secretário nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegrini. (Fonte: (Ministério dos Direitos Humanos)