domingo, 24 de maio de 2020

ARTIGO: Há democracia sem imprensa acessível e inclusiva?


 Imprensa forte, livre e acessível

Jornalistas de todo o mundo estão na linha de frente do público exposto ao coronavírus. Não haveria qualidade, profundidade e abrangência na cobertura diária da pandemia da covid-19 sem o trabalho nas ruas, nos hospitais e nas estruturas do poder público. É impossível fazer isso somente à distância, sem conhecer as pessoas de perto, sem acompanhar presencialmente as histórias.

As medidas de proteção foram colocadas em prática, com distanciamento e isolamento social dos profissionais que integram o grupo de risco, esvaziamento das redações para impedir a proliferação do vírus, uso dos equipamentos essenciais, principalmente a máscara, rigor na higiene, especialmente das mãos, e atualização dessas providências conforme os trabalhadores da saúde indicam o caminho a seguir.

Neste momento, quem precisa liderar essa luta é a ciência. E a imprensa tem de caminhar junto com os fatos, fortalecer as orientações à população.

Aqui no Brasil, ainda precisamos lidar com governantes oportunistas, violentos, que agridem e ameaçam constantemente jornalistas e órgãos de imprensa, tentam coagir repórteres e editores, gritam “cala a boca” quando são questionados, que atuam para construir uma mensagem fascista e mentirosa de que estão com o povo.

A pandemia reforçou a importância da imprensa livre e do amplo acesso ao conteúdo publicado em jornais, revistas, portais na internet, emissoras de rádio e televisão, está deixando claro a diferença entre quem tem compromisso com a informação e quem está nessa apenas para construir a própria imagem e, talvez, fazer uns ‘merchants’.

Estratégias para atrair e manter esse público estão em discussão, espaços abertos e sem cobrança surgiram por todos os lados, o significado do conhecimento ficou ainda mais nítido. Os grandes veículos perceberam a necessidade de ampliar o acesso às notícias, abriram (um pouco) seus portões e relaxaram as regras de leitura.

Devemos abraçar essa oportunidade, consumir as informações com atenção e critério. Melhor está para quem pode ler, ouvir e ver tudo isso sem maiores dificuldades, sem a necessidade dos recursos de acessibilidade. Porque, mais uma vez, os grandes veículos de imprensa decidiram não contemplar as pessoas com deficiência nesse pacote de ‘bondades’.

Uma visita rápida aos principais portais de notícias mostra que não há ferramentas para garantir acesso a cegos, surdos, gente com mobilidade restrita, a população com deficiência intelectual, até mesmo aos idosos que não são íntimos das modernidades.

Há um argumento comum nessas empresas de que a implementação da acessibilidade é cara e trabalhosa, mas isso não procede. O movimento Web Para Todos já explicou muitas vezes de que maneira esse investimento é fundamental. Sendo assim, não faz somente quem não quer fazer.

Pela situação grave e estressante que a pandemia nos impõe, nos aspectos da saúde, da economia e das políticas sociais, muitas empresas especializadas em acessibilidade digital se colocaram à disposição e ofereceram seus recursos gratuitamente. Alguns veículos aceitaram imediatamente a boa iniciativa, outros consideraram desnecessário.

Entre tantas possibilidades, duas startups que trabalham com inteligência artificial se destacaram: a Audima, do Rio de Janeiro, com sua ferramenta que transfere para áudio o texto publicado, e a Hand Talk, de Recife, especialista em recursos para pessoas com deficiência auditiva e língua de sinais, que tem uma solução para tradução automática do texto para Libras.

Na programação do telejornalismo, é raro haver interpretação em Libras, audiodescrição e legendas em tempo real (closed caption). Atualmente, a emissora que mais investe nessa estrutura é a TV Cultura.

E, com a obrigação do uso de máscara nas ruas, os repórteres de TV aparecem no vídeo com parte do rosto coberto, impedindo que o público surdo, já esquecido, consiga sequer fazer a leitura labial e acompanhar o que é apresentado.

Imprensa forte e livre é fundamental, mas somente com acesso total e inclusão real existe, de fato, uma democracia.

Fonte
Luiz Alexandre Souza Ventura 
Vencer Limites / Estadão 

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Mitos e fatos sobre a COVID-19



COVID-19 é uma doença nova, muito ainda está sendo aprendido sobre como ela se espalha e a gravidade da doença que causa. À medida que as notícias da pandemia continuam dominando as manchetes em todo o mundo, algumas mídias sociais e sites da internet compartilham informações erradas, e estão circulando mitos.

Abaixo estão alguns dos principais mitos e fatos da doença:

Os secadores de mãos podem matar a COVID-19?
Evite os secadores de mãos. A razão para isso é que eles apenas aumentam a circulação de ar dos vírus, pois esse ar, seja ele quente ou não, sopra contra suas mãos. Isso foi bem demonstrado com outros vírus.

Devo evitar usar meu secador de cabelo?
Desde que você não esteja doente com tosse ou febre ou tenha sido exposto a alguém que tenha exibido esses sintomas, não vejo problema em usar um secador de cabelo. Não há literatura médica que sugira que isso represente um risco.

Borrifar álcool ou cloro no meu corpo pode matar a COVID-19?
Você não deve borrifar álcool ou cloro no seu corpo. Essas soluções devem ser usadas em superfícies duras. Para o seu corpo, use água e sabonete comum. Existem agentes de tensão superficial no sabonete, o que remove a atração eletrostática do vírus para a pele, destrói a cápsula viral e remove os óleos e as mucosas que podem estar em seu corpo, nos quais o vírus pode viver. E você está, com o atrito, literalmente levando o vírus embora com a água.

Preciso lavar minhas mãos em água fervente?
Não, você não precisa usar água quente. Tanto água morna quanto fria funcionam tão bem quanto água fervente. É mais importante lavar de maneira adequada. Suas mãos têm óleo nelas e os vírus aderem a esse óleo. Eles têm uma carga eletrostática neles.

Mas quando você está lavando com sabão, esfregando fisicamente, o atrito está lavando o vírus e o sabão danifica o vírus. É a coisa mais eficaz que sabemos fazer. É por isso que os cirurgiões, por exemplo, esfregam as mãos tão cuidadosamente antes de entrarem na sala de cirurgia. Funciona e funciona muito bem.

Ao lavar as mãos, siga estas etapas:
  • Molhe as mãos com água corrente limpa, morna ou fria.
  • Aplique sabão e ensaboe bem.
  • Esfregue as mãos vigorosamente por pelo menos 20 segundos. Lembre-se de esfregar todas as superfícies, incluindo as costas das mãos, pulsos, entre os dedos e debaixo das unhas.
  • Enxague bem.
  • Seque as mãos com uma toalha limpa ou seque-as ao ar.
A lavagem regular do nariz com soro fisiológico pode ajudar a prevenir a infecção pela COVID-19, ou o uso destes aumentará minha chance de contrair a COVID-19?
Os enxaguamentos nasais demonstraram ser predominantemente eficazes com sinusite e alergias. Não há evidências diretas de que a solução salina impeça a COVID-19, nem aumente o risco de infecção.

Comer alho pode ajudar a prevenir a infecção pela COVID-19?
O alho ajudará apenas no que diz respeito a facilitar o distanciamento social. Não há evidências de que o alho proteja as pessoas do vírus.

Posso me proteger gargarejando água sanitária?
Houve informações compartilhadas na internet onde pessoas falam sobre gargarejar alvejante diluído e também colocar alvejante em plugues de algodão e colocá-los no nariz. Essas são coisas extraordinariamente perigosas e inúteis de se fazer.

Os antibióticos podem matar a COVID-19?
Nenhum antibiótico pode matar um vírus. Os antibióticos devem ser usados apenas quando houver co-infecção documentada e conhecida com bactérias.

Posso usar meu próprio desinfetante para as mãos?
Se você não conseguir lavar as mãos com água, a segunda melhor opção é o desinfetante para as mãos. No entanto, é importante usar o tipo e a quantidade corretos de desinfetante para as mãos para que seja eficaz. Você precisa colocar nas mãos uma quantidade de desinfetante do tamanho de uma moeda de 25 ou 50 centavos que contenha pelo menos 60 por cento de álcool. Você certamente pode tentar fazer o seu próprio desinfetante, pois existem muitas receitas online, incluindo uma da Organização Mundial da Saúde.

Fonte: Press Voice

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Casal transmite telejornal em Libras para informar surdos sobre a pandemia

 

Programas de TV sem acessibilidade e tradução para a Língua Brasileira de Sinais excluem público com deficiência. Em São Luís (Maranhão), dupla acompanha diariamente programa local e faz, em casa, interpretação ao vivo das notícias a respeito do coronavírus. Estado registrou mais de 15 mil casos e ultrapassou 630 mortes por covid-19. Governador anunciou liberação "gradual" de atividades econômicas a partir da próxima segunda-feira, 25.

Um casal de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais reservou uma parte do dia, após as obrigações profissionais, para levar informações à comunidade surda sobre o coronavírus e a pandemia da covid-19. Em casa, à noite, eles acompanham um telejornal e, ao vivo, transmitem as notícias em Libras pelo YouTube. Os vídeos também ficam disponíveis para quem não consegue ver em tempo real.

Jacinilde Estrela Ribeiro, de 42 anos, e Paulo Eduardo Nunes da Silva, de 36, são funcionários da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) do Maranhão. Trabalham na Central de Interpretação de Libras (CIL).

“A comunidade surda do Maranhão nos conhece como Paulo e Jacy. Estamos juntos há 13 anos. Não temos deficiência auditiva e não há surdos na nossa família, mas nos tornamos intérpretes, 17 anos atrás, para levar informações em Libras às pessoas surdas durante o culto na igreja”, conta Paulo.

“Foi tudo pela paixão de tornar o ambiente mais acessível e tem sido assim há anos. Agora, no momento da pandemia, como não há acessibilidade na TV, começamos a fazer essa tradução voluntária do jornal local (JMTV – segunda edição, na TV Mirante, afiliada à Rede Globo), que passa às 19h. As pessoas surdas estavam angustiadas, sem conseguir saber das notícias”, diz o intérprete.

A dupla também lidera outras ações como TILs (Tradutor e Intérprete de Libras). “Criamos um grupo de Whatsapp, onde percebemos ainda mais a frustração dos surdos em querer saber as informações, mas não ter acesso. Então, resolvemos transmitir pelo nosso canal ‘Paulo & Jacy TILS SLZ-MA’ no YouTube“, explica.

O casal recebeu apoio do governo maranhense, por intermédio do secretário Francisco Gonçalves (SEDIHPOP) e da secretária adjunta da Pessoa com Deficiência, Beatriz Carvalho, com a compra de equipamentos para os intérpretes usarem em casa. Paulo e Jacy são os tradutores de Libras oficiais para os pronunciamentos do governador Flávio Dino (PCdoB).

“Já temos dois grupos no Whatsapp, que reúnem 350 surdos. Uma das principais reclamações é sobre a falta de acessibilidade nos telejornais. A Associação de Surdos do Maranhão (ASMA) já enviou ofício para as emissoras, mas nenhuma, até agora, colocou intérprete”, ressalta o tradutor.
Para participar dos grupos no Whatsapp, mande mensagem para (98) 99806-0588 ou (98) 98881-3955.

Fonte: Vencer Limites/Estadão

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Sociedade Brasileira de Cardiologia emite nota sobre o uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina


O Ministério da Saúde, no âmbito de suas atribuições, publicou novas orientações para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico de COVID-19, infecção causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) não recomenda o uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina associada, ou não, a Azitromicina, enquanto não houver evidências científicas definitivas acerca do seu emprego.

No entanto, para os pacientes que optarem pela realização do tratamento, orienta que, desde que resguardada as condições sanitárias necessárias para minimizar o risco de contágio de profissionais de saúde e outros pacientes, que sejam realizados eletrocardiogramas a fim de avaliar a evolução do intervalo QT, de forma a subsidiar o médico quanto a pertinência de se persistir no tratamento. Para tanto, a Telemedicina pode ser uma alternativa viável para suportar essa iniciativa.

Por fim, a SBC, com base em seus propósitos sociais estará sempre à disposição para contribuir com as autoridades sanitárias do país na adoção de políticas públicas de interesse da sociedade brasileira.
SOBRE A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA
Fundada em 14 de agosto de 1943, na cidade de São Paulo, por um grupo de médicos destacados liderados por Dante Pazzanese, o primeiro presidente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), tem atualmente um quadro de mais de 13.000 sócios e é a maior sociedade de cardiologia latino-americana, e a terceira maior sociedade do mundo.

Fonte: Dehlicom/Assessoria

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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Lágrima transmite coronavírus


Estudos mostram que risco surge quando a covid-19 provoca conjuntivite.

A Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, Sar-Cov-2, é uma doença que se espalha por diversos órgãos, além do sistema respiratório. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, um deles é o olho que pode sofrer várias alterações e funcionar como a porta de entrada do vírus no sistema respiratório, através do ducto lacrimal que liga o globo ocular ao nariz.

O oftalmologista comenta que um levantamento da AAO (Academia Americana de Oftalmologia), mostra que não é comum o coronavírus provocar conjuntivite, mas a lágrima passa a transmitir a covid-19 quando a infecção chega à conjuntiva, membrana que recobre a esclera (parte branca do olho) e a face interna das pálpebras.

Pesquisas
É o que revela uma pesquisa realizada no Centro Nacional de Doenças Infecciosas do Hospital Tan Tock Seng em Cingapura. Participaram do levantamento 17 pessoas com covid-19 que tiveram o filme lacrimal analisado 64 vezes no período de três semanas. O único participante que desenvolveu conjuntivite também apresentou coronavírus na lágrima.

Outra pesquisa desenvolvida na Itália por cientistas do Inmi (Instituto Nacional para Doenças Infecciosas Lazzaro Spallanzani) confirma este resultado pela análise de amostras da lágrima de um paciente com covid-19 e conjuntivite nos dois olhos.  Os cientistas destacam que o coronavírus teve uma sobrevida de 27 dias no filme lacrimal, contra 21 dias na secreção nasal.

Significa que a lágrima pode continuar transmitindo a covid-19 mesmo quando já não há sintomas da infecção. Por isso, Queiroz Neto recomenda a quem contrai covid-19 e desenvolve conjuntivite evitar o compartilhamento de colírios, toalhas, fronhas e maquiagem inclusive após a cura.

Uma terceira pesquisa realizada na John Hopkins University School of Medicine (EUA) analisou o filme lacrimal de 10 pessoas levadas à morte pela Covid-19 que também apresentaram conjuntivite.  O estudo revela presença na lágrima de grande quantidade de duas enzimas que facilitam a penetração do coronavírus no organismo. Uma delas é a ACE2 e a outra a TMPRSS2. “Isso explica porque as mãos devem ser higienizadas com frequência e não serem levadas aos olhos, nariz ou boca que são as principais portas de entrada do coronavírus”, afirma Queiroz Neto. 

Para ele, estas pesquisas reforçam a indicação preconizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) do uso de óculos de proteção aos profissionais da saúde, além da máscara e luvas a toda a população.

Desgaste das lentes
O oftalmologista afirma que por precaução pessoas com covid-19 devem substituir a lente de contato por óculos. Isso porque, explica, além do desconforto, o coronavírus pode antecipar o prazo de validade das lentes por causar a quebra mais rápida do filme lacrimal, e  formação de depósitos que alteram sua textura, coloração e transparência.

Durante a pandemia os principais cuidados com lente de contato indicados pelo médico são respeitar o prazo de validade, interromper o uso a qualquer desconforto, sempre lavar as mãos antes de manipular as lentes, lavar e enxaguar tanto as lentes como o estojo com solução apropriada e jamais dormir usando lente de contato.

Fonte: LDC Comunicação

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Aproveite a quarentena para ficar atento aos sinais suspeitos de câncer de pele


 

Maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma; diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura desse câncer de pele agressivo

O isolamento social imposto pela pandemia relacionada ao novo coronavírus (SARS CoV-2) tem permitido que as pessoas cuidem mais de si mesmas em vários aspectos: seja com alimentação mais saudável, prática de exercícios em casa ou passando mais tempo com a família. Então, por que não aproveitar também para cuidar da nossa pele?

Como maio é o Mês Internacional de Combate ao Melanoma, este é um ótimo momento para aprender a identificar possíveis sinais da doença. Apesar de ser o menos incidente dos cânceres de pele (são estimados 8.450 novos casos por ano), melanoma é o tipo mais agressivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 55 mil pessoas morram por conta da doença todos os anos, o que representa seis mortes por hora.

Pensando nisso, o Dr. Antônio Carlos Buzaid, diretor geral do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro do Comitê Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, traz algumas dicas para a realização do autoexame. “Como a maioria das pessoas estão em casa, usem esse tempo para observar todo seu corpo e analisar se há pintas ou manchas que se enquadrem na regra ABCDE”, sugere o médico. Essa regra foi criada para contribuir com o diagnóstico precoce e cada letra representa um ponto a ser analisado:
  • Assimetria: uma metade da pinta ou mancha é diferente da outra parte.
  • Borda: as bordas são irregulares, entalhadas ou dentadas.
  • Cor: muitas vezes apresentam cor desigual. Tons de preto, marrom e canela ou áreas brancas, cinza, vermelha ou azul podem estar presentes.
  • Diâmetro: o diâmetro é maior que 5 milímetros.
  • Evolução: uma pinta ou mancha vem mudando de tamanho, forma, cor, aparência ou coçando ou sangrando.
O oncologista ressalta que esses sinais não significam que você esteja com melanoma, mas são um indicativo para procurar por um dermatologista. “Essa regra é uma maneira que encontramos de ajudar a promover o diagnóstico precoce do melanoma. Dado que, quando identificado em seus estágios iniciais, o câncer é tratável e as chances de cura podem ser superiores a 90%”, reforça Dr. Buzaid.

Com base no estágio da doença e outros fatores (como idade e saúde geral do paciente), as principais opções de tratamento para melanoma são: cirurgia, terapia-alvo, quimioterapia, imunoterapia e radioterapia. Mediante os avanços dos estudos sobre a linha terapêutica mais adequada para cada perfil de paciente, identificou-se que existem dois tipos de melanoma: o que apresenta mutação genética (como o gene BRAF) e o que não apresenta.

Para os casos em que há mutação no gene BRAF - cerca de 50% dos pacientes -, uma modalidade de tratamento muito efetiva é a terapia-alvo. Este tipo de tratamento consiste em medicamentos administrados por via oral que atacam as células tumorais que são portadoras da mutação do BRAF e poupam as células normais, o que garante menos efeitos colaterais, por exemplo.

Durante todo o mês de maio, especialistas e associações de pacientes se mobilizam para combater o câncer melanoma com campanhas de conscientização sobre a doença e como realizar o autoexame para obter o diagnóstico precoce. É importante lembrar que o autocuidado também deve ser dedicado ao maior órgão do nosso corpo, que nos protege de tudo: a nossa pele.

Fonte: Edelman SP

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terça-feira, 19 de maio de 2020

Pesquisadores americanos trabalham em máscara capaz de matar o coronavírus

 

O acessório possuiria uma membrana com enzimas capazes de capturar e dizimar o novo vírus; projeto deve contar com investimento de US$ 150 mil

Mesmo sendo armas essenciais, as máscaras faciais ainda não oferecerem proteção total contra a infecção por coronavírus. Mas muito em breve, isso pode mudar. Pesquisadores da Universidade de Kentucky, nos EUA, trabalham em uma máscara protetora de membrana capaz de matar o novo Sars-Cov-2 em contato com o acessório.

Isso porque a novidade possuiria uma membrana com enzimas capazes de capturar e dizimar o vírus. As enzimas se ligariam à proteína spike (s-protein, em inglês), parte que o vírus utiliza para invadir células humanas, e a separaria, matando o invasor.

Dibakar Bhattacharyya, diretor do Centro de Ciências da Membrana da universidade, garantiu que serão destinados US$ 150 mil para trabalhar na ideia. Segundo ele, pode levar seis meses para a criação e testagem da máscara de membrana.

O engenheiro explicou que a máscara também teria um benefício extra, o de remover as partículas virais do ar. “Essa inovação desaceleraria ainda mais e até impediria a propagação do vírus. Também teria aplicações futuras para proteger contra vários vírus patogênicos humanos”, afirmou.

Mais detalhes da nova máscara

Ainda segundo Bhattacharyya, a membrana do acessório seria muito fina e os usuários poderiam respirar "muito facilmente" ao usá-la. As máscaras também poderiam mudar de cor quando o vírus for detectado, ou ainda, acenderem quando o detectarem. 

Embora tudo isso seja ótimo em teoria, os pesquisadores ainda terão que provar que as máscaras são seguras de usar e encontrar maneiras de torná-las amplamente disponíveis. Além disso, não há como dizer quanto custaria uma máscara dessa e se poderia ser reutilizável.

Enquanto a novidade não é criada e disponibilizada, a melhor coisa a fazer é manusear sua máscara corretamente, lavar bem as mãos várias vezes ao dia e ficar em casa.

Fonte: Olhar Digital

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Mais de 100 mil brasileiros já estão recuperados da COVID-19


Número representa 39,5% do total de casos registrados. Informações foram atualizadas até as 19h do dia 18/05

Uma boa notícia para começar a semana. Nesta segunda-feira (18), o Brasil ultrapassou a marca de 100.459 pessoas recuperadas da COVID-19, o que representa 39,5% do total de casos confirmados até o momento: 254.220 pessoas. Outras 136.969 pessoas estão sendo acompanhadas (53,9%) por profissionais que monitoram a evolução da doença. As informações foram atualizadas até as 19h e repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o Brasil.

Até o momento, o país registra 16.792 óbitos, sendo que 674 foram registradas nos sistemas de informação oficiais do Ministério da Saúde de ontem para hoje, apesar de a maioria ter acontecido em outros dias. Os casos foram notificados após a conclusão da investigação do motivo das mortes.

Desse total, 188 óbitos ocorreram nos últimos três dias e outros 2.277 casos estão em investigação.
Desde o dia 26 de fevereiro, quando o primeiro caso foi confirmado no país, o Governo do Brasil adotou uma série de medidas, junto a estados e municípios, para garantir a estrutura necessária ao atendimento dos pacientes com a doença.

Desde então, o Ministério da Saúde não tem medido esforços para adquirir e distribuir Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), recursos humanos e financeiros, respiradores e insumos. Entre abril e maio, também foram habilitados mais de três mil de UTI voltados exclusivamente para o atendimento de pacientes graves ou gravíssimos do coronavírus.

Atualmente, a doença circula em pouco mais da metade dos municípios brasileiros, mas a maior parte não registra nenhum óbito.

Fonte: Ministério da Saúde

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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Deficientes e Idosos podem receber antecipação do BPC-LOAS



O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é garantido pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) de n.º 8.742/93, a qual determina ser garantido um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e a pessoa idosa com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais, que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família.
     
É um benefício pago pelo INSS por competência delegada, de caráter assistencial, não contributivo e personalíssimo. Para que haja direito ao recebimento deste benefício, é necessário o cumprimento dos requisitos estabelecidos em lei, quais sejam: a) idade mínima de 65 anos ou deficiência; e b) miserabilidade.

No dia 06 de maio de 2020, foi estabelecida, por Portaria Conjunta, a antecipação dos benefícios de prestação continuada (BPC). A portaria estabeleceu as regras para a antecipação do BPC dentre outras providências.

Assim, os idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência que deram entrada no Benefício Assistencial (BPC) junto ao INSS, mas ainda não tiveram o requerimento analisado, poderão receber antecipadamente até 3 (três) parcelas de R$600,00 (seiscentos reais).

Caso a avaliação do pedido de concessão do BPC ocorra antes do pagamento da terceira parcela, a antecipação será convertida em benefício ou cancelada. Caso convertida em benefício, o requerente passará a receber o valor de um salário-mínimo (R$ 1.045) por mês, e receberá os valores retroativos à data em que requereu o benefício (DER), porém, serão descontados dos atrasados os valores recebidos à título de antecipação.

Por exemplo: se uma pessoa requereu o BPC em janeiro, e o mesmo foi concedido oficialmente em junho, e ela recebeu a antecipação de R$ 600,00 (seiscentos reais) em abril e maio (2 meses de antecipação), os atrasados que serão pagos referentes aos meses de janeiro a maio terão o desconto dos R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais) que ela já havia recebido a título de antecipação.

Para realizar o pagamento da antecipação, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), considerará a inscrição no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) e no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Além disso, para ter direito à antecipação, o requerente deverá se enquadrar nas regras de renda relacionadas ao grupo familiar, que pode ser de até um quarto do salário-mínimo per capta (por membro da família).

Importante ressaltar que o auxílio emergencial pago pelo Governo Federal não será computado para a composição da renda mensal bruta da família para aferição do critério de renda. Mas, os valores recebidos a título de auxílio emergencial, serão descontados dos valores atrasados do BPC. Com a liberação da antecipação ou da concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) o pagamento do auxílio emergencial será suspenso.

Vale destacar que a antecipação do valor acima mencionado se encerrará tão logo seja feita a avaliação definitiva do requerimento do BPC. Caso seja concedido o benefício de forma definitiva o requerente passará a receber o BPC no valor de um (1) salário-mínimo, e se houver comprovação de que o requerente não tinha direito ao benefício, a princípio, não será cobrada a devolução do valor pago a título de antecipação, salvo em caso de comprovação da má-fé.

Para saber se houve a concessão da antecipação do BPC, e em qual agência bancária poderá fazer o recebimento, bem como a data da liberação dos valores, o requerente deve entrar em contato pelo telefone 135, ou acessar o site ou aplicativo Meu INSS.

Renata Brandão Canella, advogada

Fonte: Portal Cambé

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Movimento "Máscaras pelo Bem" vai doar 2 milhões de máscaras

 
Com investimento equivalente a R$ 15 milhões de reais em serviços, empresas de diversos segmentos se unem em movimento para levar máscaras à população

“Eu me protejo e ajudo a proteger alguém” é o mote do movimento Máscaras pelo Bem, ação sem fins lucrativos que visa ajudar a população a se proteger do novo coronavírus, sobretudo aqueles em situação de vulnerabilidade, produzindo máscaras para suprir a grande demanda do produto no mercado. O projeto tem uma proposta muito simples: no site mascaraspelobem.org serão vendidas máscaras de qualidade e reutilizáveis, com preço abaixo do praticado pelo varejo para produtos similares (kits com duas máscaras a R$15,90), e para cada máscara comprada, uma outra, de TNT, será doada a quem não pode comprar a sua.

O movimento foi idealizado pelo Zoom & Buscapé, empresa de retail tech detentora das marcas Zoom, Buscapé, Bondfaro, QueBarato! e ModaIt, e Malwee, marca de moda que adaptou seu parque fabril para produzir as máscaras de tecido e TNT para venda e doação.

O Zoom ficou com a missão de desenhar a operação de venda do movimento, desde o desenvolvimento de um site até o atendimento ao cliente, pensando sempre em proporcionar a melhor experiência de compra aos interessados em ajudar o movimento. Além das parcerias já firmadas para viabilizar o projeto, as duas empresas começaram a busca por novos integrantes para o "Máscaras pelo Bem", com o objetivo de expandir o movimento.

Entre os novos parceiros estão a Infracommerce, responsável pela operação do comércio eletrônico da Malwee, assim como a Loggi, empresa de logística e tecnologia, que será responsável pela logística das entregas das máscaras. Completa essa cadeia a parceria firmada com a Getnet, que estruturou toda a solução de pagamento do site. Além dessas empresas, o escritório Mattos Filho entrou com todo o suporte jurídico para viabilização do projeto e contratos com novos parceiros.

O Máscaras pelo Bem também uniu forças com o Fashion Masks Brasil, uma iniciativa de inclusão social que reinveste os resultados no próprio projeto, pegando tecidos no mercado e repassando para costureiras autônomas produzirem as máscaras, e trouxe as peças produzidas para serem comercializadas no site, protegendo as pessoas e colaborando com os profissionais que desde o começo da pandemia encontraram na produção das máscaras uma fonte de renda. As máscaras da Fashion Mask saem por R$ 9,90 cada — e, ao comprar uma, o consumidor também doará outra para quem precisa.

Além disso, foi firmada parceria com o Instituto da Criança e com o movimento União BR, começando pelo estado do Rio de Janeiro, por meio do União Rio, que farão a distribuição das máscaras arrecadadas. E como o objetivo é atingir todo o território nacional, o movimento está selecionando e cadastrando entidades de todas as regiões do país interessadas em receber doações de máscaras. A iniciativa também conta com o apoio da agência de publicidade Quintal, que ficou responsável pela estratégia de divulgação.

“As máscaras são importantes aliadas no controle da pandemia do novo coronavírus, mas sabemos que no Brasil parte da população carece de recursos para comprar itens básicos e que as máscaras, mesmo sendo necessárias no momento, não estão acessíveis para todos. Por isso, unimos forças e criamos um movimento para ajudar as pessoas, utilizando recursos que temos em mãos e, assim, criar uma corrente para auxiliar a sociedade nesse momento em que precisamos de muita união da iniciativa privada. Inicialmente, doamos 200 mil máscaras para as instituições e esperamos arrecadar mais 2 milhões de máscaras nos próximos meses”, comenta Thiago Flores, CEO do Zoom & Buscapé. 

“Mais do que nunca, responsabilidade, solidariedade e empatia vão nos ajudar a sair mais fortes desta crise. Desde o início da pandemia, doamos milhares de máscaras e materiais hospitalares para ajudar a sociedade. Mas entendemos a necessidade de ir além e adaptamos nosso parque fabril e mobilizamos uma rede de pequenas empresas de confecção para se unirem a nós neste movimento para a produção de máscaras. Este é um momento de união”, pondera Guilherme Weege, CEO do Grupo Malwee. 

Todas as empresas e profissionais envolvidos no projeto trabalharão como voluntários, sem remuneração ou lucro oriundo da iniciativa. Os fornecedores de máscara trabalharão com margem mínima para garantir a sua sustentabilidade e o suprimento neste momento de alta demanda.
Como participar do Movimento Máscaras pelo Bem 

A compra dos kits que levarão à doação das máscaras deve ser feita através do site mascaraspelobem.org. Se você já tem a sua e mesmo assim quer contribuir, é possível fazer uma doação direta. Este valor será revertido em máscaras destinadas às instituições parceiras.

Caso seja de alguma instituição ou empresa interessada em integrar o movimento, você também deve acessar mascaraspelobem.org e enviar uma mensagem ao e-mail cadastrado na seção “Apoio”. Instituições e empresas parcerias nos ajudarão a levar mais máscaras a todas as regiões do país.

Fonte: Press Voice

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